terça-feira, 28 de maio de 2013

DIREITOS CONQUISTADOS PELA MULHER



Alguns direitos foram conquistados pela mulher ao longo dos últimos anos no mercado de trabalho, entre os quais a licença maternidade e a licença para aleitamento materno. Existe o Programa Empresa Cidadã, que garante o aleitamento materno por seis meses e já foi implantado no serviço público e nas grandes empresas. É preciso assegurar as condições para a maternidade e também de maior igualdade, em especial com baixa discriminação, fazendo valer a Lei 9.799/99, que proíbe toda e qualquer discriminação.

Um resquício da discriminação contra a mulher é a revista íntima. A revista que implica contato com o corpo feminino ou os pertences da mulher constitui uma invasão. É válido que a empresa, para proteger o seu patrimônio e diante de alguma suspeita, peça para o empregado abrir a bolsa, em um local reservado. Se ela estiver cheia de coisas, como costuma ocorrer com as bolsas das mulheres, a própria dona deve colocar os objetos para fora, se isto lhe for solicitado, mas nunca outra pessoa colocar a mão dentro da bolsa.

A revista íntima foi abolida depois que uma conhecida fábrica de lingerie [localizada no Rio] foi multada pela fiscalização do trabalho por pedir às funcionárias que tirassem a roupa para verificar se as peças íntimas que usavam eram aquelas produzidas no local. A revista íntima só é aceita, por questão de segurança, em visitas a penitenciárias.

As mulheres chefes de família são quem preferencialmente recebem os benefícios sociais, como Bolsa Família. Os programas sociais buscam aproveitar a capacidade feminina para melhor atendê-la. Por exemplo, as mulheres figuram como titular do pagamento do Bolsa Família em 93% das 13,3 milhões de famílias por ele atendidas.

Ainda segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelo programa, as regiões Nordeste (8.815.593) e Sudeste (5.766.985) são as que apresentam maior número de mulheres beneficiárias. O governo entende que a mulher usa o dinheiro para cuidar de toda a família, especialmente dos filhos.

Outro estímulo é proporcionado pelo programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, ao dar preferência para o registro do imóvel em nome da chefa da família, além de autorizar que mulheres separadas adquiram o imóvel mesmo sem a outorga do cônjuge ou no caso em que não houve divórcio judicial.

DICAS DE ETIQUETA PARA O TRABALHO


Comunicação

 

Evite

 

§  Gírias. Elas não são apropriadas.

§  Escrever e-mails em CAIXA ALTA (você dará a entender que está gritando).

§  Nada de utilizar emails corporativos para uso pessoal, assim evitará mensagens indesejadas na sua caixa profissional.

§  Correntes, simpatias, piadas ficam proibidas de ser repassadas para endereços profissionais, a menos que a pessoa peça.

§  Deixar de responder correspondências é falta de educação. O retorno deve ser dado em, no máximo, 48 horas.

 

Pode e Deve


§  Tenha sempre um dicionário e um manual de língua portuguesa. O que você escreve e como escreve é muito importante.

§  Abra uma conta de email pessoal e outra para assuntos da empresa.

 

Vestimenta


Evite


§  Se for para uma entrevista de emprego, a primeira impressão é a que fica, já diz o ditado, nada de roupas justas, decotadas, minissaias, vestidos curtos, transparências (a não ser que tenha forro, utilize o bom gosto a seu favor).

§  Cuidados com maquiagens carregadas demais. Use uma base para esconder as manchas, um batom que destaque suavemente a cor de seus lábios, um blush apenas para dar ar natural e saudável às bochechas, um rímel e um lápis e uma sombra suave.

 

Pode e Deve

 

§  “Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. Grandes companhias são mais rigorosas, se você também visita clientes com frequência, capriche no visual.

§  Perfumes podem ser usados, mas cuidado com os fortes demais.

 

 
Seu Trabalho Não é Sua Casa

 

Evite



§  Utilizar impressora, telefone, fax, copiadora – para seu uso pessoal.

 

Pode e Deve

 

§  Resolver problemas fora do ambiente de trabalho. Digamos que você tenha uma grande urgência (Exemplo: acabaram seus créditos no celular e você precisa ligar pra escola do seu filho avisando que atrasará, ou alguma instrução sobre a dosagem de medicação, pois ele está doente).

§  Deixe claro sua intenção, dê exemplo aos seus subordinados, ou se tiver que pedir autorização, ou reembolsar no final do mês, o faça. O problema é o exagero.

 

Lanches ou Refeições


Evite



§  Comer em frente ao computador, mesmo que seja aquele lanchinho “inocente”. Além de sujar, esse hábito é feio demais: boca cheia e farelos de comida – Jamais!

§  Alguns tipos de comidas deixam odores fortes no ambiente, e não adianta querer disfarçar e colocar aqueles desodorizadores de ar (pior ainda se o ambiente tiver ar condicionado, ele irá segurar o mau odor no ambiente).

 

Pode e Deve

 

§  Se tiver copa ou refeitório, vale a pena fazer um pequeno esforço e ir até lá.

Fofocas / Conversas

 

Evite

 

§  Nada de comentar vida pessoal sua e nem de ninguém. Além de tirar o foco do trabalho, esse tipo de atitude acaba por minar as relações, deixar uma péssima imagem e fama sua, além de um péssimo clima organizacional.

 

Pode e Deve

 

§  Deixe para conversar trivialidade (não fofocas sobre colegas de trabalho) na hora do almoço, ou no final do expediente.

§  Tenha bom senso para saber se as pessoas estão interessadas em compartilhar determinados assuntos, a fim de que não venha se tornar inconveniente.

 

Redes Socias / Celulares



Evite



§  Hoje, a maioria já tem acesso fácil a internet. Quando mal utilizada, elas são capazes de minar a produtividade e tirar o foco do trabalho.

§  Assuntos de trabalho são prioridades, nunca deixe clientes, colegas de trabalho ou o seu chefe esperando.

§  Cuidado com os toques altos, ninguém tem obrigação de ficar ouvindo toques musicais, com os hits do momento.

 

Pode e Deve

 

§  Mantenha seu celular ou para vibrar (alguns são piores que o toque em si) ou no modo silencioso. Atender uma vez ou outra não tem problema nenhum.

 

Horário de Trabalho

 

Evite

 

§  Atrasos. Sabemos que o trânsito nas grandes está ficando insustentável. Todos os dias engarrafamentos, ou acidentes que causam congestionamentos intermináveis. Ciente dessa realidade, seja prudente e antecipe-se aos fatos. Saia mais cedo de casa.

 

Pode e Deve

 

§  Cada organização tem seus critérios quanto à pontualidade, para algumas importa mesmo é que você cumpra a carga horária estabelecida.

§  No geral, é possível negociar horários alternativos em função de eventualidades e, desde que a mudança seja comunicada com antecedência e submetida à aprovação de um superior, está liberada.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

VÍDEO


AFAZARES PURAMENTE FEMININOS


A relevância do tema “A mulher no Mercado de Trabalho” serve de alerta para uma nova tendência de mercado que vem se delineando.
 
Nos últimos anos, as mulheres vêm deixando para trás a posição de irrelevância social que a sociedade lhes conferia. A ideia do homem como único provedor e chefe de família vem perdendo força.

As mulheres enfrentam muitos desafios para adaptar “afazeres puramente femininos”, como cuidar de casa e da família, e administrar o tempo a favor de suas atividades, para que as questões familiares não entrem em conflito com as profissionais e sociais.

As maiores dificuldades de obtenção de um trabalho remunerado enfrentadas pelas mulheres com filhos pequenos indicam que a maternidade é, muitas vezes, um obstáculo para o mercado de trabalho, tanto do lado da demanda, por dificuldades de encontrar um posto que lhes permitam conciliar as funções de mãe e de responsável pela casa, quanto pelo lado da oferta, que associa, de forma simplista e discriminatória, a contratação de mulheres mães e em idade reprodutiva a maiores gastos com encargos trabalhistas.

A discriminação à mulher torna-se mais evidente, pois não se trata de uma questão apenas de ordem econômica, mas de cunho social e cultural, constituindo, a partir daí, representações sociais a respeito da mulher nos mais variados espaços, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, e na sociedade como um todo.

Nas últimas décadas do século XX, a sociedade presenciou a inserção da mulher no mercado de trabalho. Contribui para isso o aumento a da escolaridade feminina, a redução do número de filhos nas famílias e as mudanças nos padrões culturais, que estimulam as mulheres a trabalhar. Mas apesar de ser maioria da população e ter mais tempo de estudo, as brasileiras ainda são minoria no mercado de trabalho e ganham menos que os homens.

 
O trabalho não remunerado da mulher, especialmente o realizado no âmbito familiar, não é contabilizado pelo nosso senso e não possui valorização social. Necessariamente, a análise da situação da mulher no mercado de trabalho passa por uma revisão das funções sociais da mulher, pela crítica ao entendimento convencional do que seja trabalho e as formas de mensuração deste.
 



ASSÉDIO MORAL E SEXUAL

Assédio Sexual no Trabalho





No Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego define assédio sexual como a abordagem, não desejada pelo outro, com intenção sexual ou insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de subordinados.

Pode ser conceituada também, como toda a conduta de natureza sexual não desejada que, mesmo repelida, é reiterada continuamente, gerando constrangimento à intimidade do assediado. Assim, não apenas o ato sexual em si, mas atitudes como cantadas rejeitadas, piadinhas e comentários constrangedores, que colocam a vítima em situação de coação psicológica, podem ser enquadrados como assédio sexual.


 
Assédio Moral no Trabalho
Embora possa ocorrer a ambos os sexos, vale salientar casos específicos ao sexo feminino de humilhação e constrangimento, de forma repetitiva e prolongada, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o(s) a desistir do emprego.
Ainda sem regulamentação jurídica, pode ser caracterizado por condutas previstas no artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).


Tudo que foge às regras sociais ou às práticas definidas no contrato de trabalho pode se configurar como assédio moral. Um dos principais motivos é o fato de o empregador desejar o desligamento do funcionário (a), mas não quer demiti-lo (a), em função das despesas trabalhistas decorrentes, cria-se então uma situação insustentável em que o empregado é levado a pedir demissão.

 


RETRATO DAS BRASILEIRAS E DAS BAIANAS



Retrato das Mulheres Brasileiras







Dados levantamentos pelo IBGE, entre 2001 e 2009, a proporção de famílias brasileiras chefiadas pelas mulheres cresceu 35%, aproximadamente. Nos dados mais recentes do instituto, quase 22 milhões de famílias declararam a mulher como esteio familiar.


O mercado formal conta não apenas aqueles que têm carteira assinada, mas também empregadoras ou trabalhadoras por conta própria que contribuem para a Previdência. Entre 1999 e 2009, o percentual de trabalhadoras formais subiu de 41,5% para 48,8%.


Para alguns economistas, a alta ocupação no segmento informal pelo sexo feminino ocorre, dentre outros motivos, pela dificuldade de encontrar o primeiro emprego formal, em que possam conciliar trabalho e estudos, e o retorno de aposentadas ou pensionistas ao mercado de trabalho , para reforçar a renda.


Outra desigualdade marcante é visível dentro de casa. As brasileiras continuam como as principais responsáveis pelas atividades domésticas, cuidados com os filhos e familiares: gastam o dobro da média de horas despendidas pelos homens nos afazeres domésticos - 22 horas semanais contra 9,5 horas dedicadas por eles.



Retrato das Mulheres Baianas






A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgou na edição especial da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS) o retrato da situação da mulher baiana no mercado de trabalho.


Pelo quinto ano consecutivo reduziu o desemprego da população feminina, passando de 25,3%, em 2007, para 24,1%, em 2008. Entretanto, no mesmo período, a redução da taxa de desemprego para a população masculina foi mais intensa, chegando a 16,5% no último ano. Em 2008, a diferença entre as taxas de desemprego da população masculina e feminina foi de 46%, sendo que em 2007 era pouco mais de 37%.

Em razão do crescimento mais acentuado do nível de ocupação entre as mulheres, a sua participação no total de ocupados resultou em ligeiro aumento, passando de 46,3%, em 2007, para 46,9%, em 2008.



 



MULHER: SUA PARTICIPAÇÃO, NÍVEL DE ESCOLARIDADE, DIFERENÇA SALARIAL E CONCENTRAÇÃO CONCENTRAÇÃO OCUPACIONAL



Participação da Mulher no Mercado



Números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontam para um crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho nos últimos anos.



A sociedade tem presenciado essa inserção, porém a realidade não é tão favorável quanto parece. Apesar de serem maioria na população (em 2011 eram cerca de 53,7%), as brasileiras ainda são minoria no mercado de trabalho e ganham, em média, menos que os homens, segundo dados do IBGE. A discriminação à mulher não possui apenas um cunho econômico, mas também de ordem cultural e social.

Os dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) apontam para um maior crescimento da participação das mulheres nas atividades de administração pública, restaurantes, de atendimento hospitalar, limpeza em prédios e em domicílios (embora o trabalho doméstico esteja diminuindo, caiu de 16,7% para 14,5%, segundo dados do IBGE) e comércio varejista especializado em eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo.



Nível de Escolaridade



O aumento no nível de escolaridade tem contribuído para a maior participação da mulher no mercado de trabalho. Elas possuem média de 7,3 anos, enquanto que a dos homens é de apenas 6,1 anos, mas isto não é indicador de melhores salários, pois as mulheres, no geral, têm recebido menos que os homens (IBGE/2000).

O aumento de vagas de nível superior cresceu 1,32%; Já o percentual masculino foi negativo em 0,13%. Para as vagas de nível superior incompleto, a relação foi de 1,94% positivo para as mulheres contra 0,14 negativo  para os homens.



Diferença Salarial

A diferença salarial ocorre mesmo tendo a mulher mais tempo de estudo. Quando os profissionais têm curso superior, os homens chegam a ganhar cerca R$ 1.653,70 a mais do que elas. O IBGE constatou que mulheres com 12 ou mais anos de estudo, em média, recebiam 58% do rendimento concedido aos homens. Em outras faixas de escolaridade, a diferença é de 61%.


Também de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a distribuição de renda melhorou, mas a desigualdade entre homens e mulheres ainda é muito significativa.

Os registros da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2011) mostram que o nível de emprego com carteira assinada para as mulheres cresceu 5,93%, em relação ao ano anterior.







Concentração Ocupacional

Sobre a distribuição por setor de atividade, fica nítida a segmentação ocupacional. As mulheres, especialmente as negras, estão mais concentradas no setor de serviços sociais (aproximadamente 34% da mão de obra feminina), e em grupos que abarcam serviços de cuidado em sentido amplo (educação, saúde, serviços sociais e domésticos), segundo dados do Ipea.


As mulheres ainda representam apenas 27% das chefias. Menos de 14% dos cargos de diretoria das 500 maiores empresas do Brasil são ocupadas pelo sexo feminino. Elas também demoram mais para serem promovidas. Além disso, ainda de acordo com o IBGE, a participação das mulheres chega a 45,1% nas microempresas, contra uma média de 31,8% nas médias e grandes.

Embora várias instituições públicas mostrem um número crescente de juízas, de ministras e de mulheres liderando, ainda há essa distância em termos de igualdade nos cargos de liderança. Nas grandes empresas a desigualdade é reveladora.

Outro setor onde tem havido aumento da participação da mulher é o de construção civil.

As mulheres ampliaram sua participação na população economicamente ativa, que passou de 44,4%, em 2003, para 46,1%, em 2011 (IBGE). No setor de serviços, a situação está melhor, mas na parte da indústria ainda são 49,7% das mulheres contra 66,7% de homens.