Retrato das Mulheres Brasileiras
Dados levantamentos pelo IBGE, entre
2001 e 2009, a proporção de famílias brasileiras chefiadas pelas mulheres
cresceu 35%, aproximadamente. Nos dados mais recentes do instituto, quase 22
milhões de famílias declararam a mulher como esteio familiar.
O mercado formal conta não apenas
aqueles que têm carteira assinada, mas também empregadoras ou trabalhadoras por
conta própria que contribuem para a Previdência. Entre 1999 e 2009, o
percentual de trabalhadoras formais subiu de 41,5% para 48,8%.
Para alguns economistas, a alta
ocupação no segmento informal pelo sexo feminino ocorre, dentre outros motivos,
pela dificuldade de encontrar o primeiro emprego formal, em que possam
conciliar trabalho e estudos, e o retorno de aposentadas ou pensionistas ao
mercado de trabalho , para reforçar a renda.
Outra desigualdade marcante é visível
dentro de casa. As brasileiras continuam como as principais responsáveis pelas
atividades domésticas, cuidados com os filhos e familiares: gastam o dobro da
média de horas despendidas pelos homens nos afazeres domésticos - 22 horas
semanais contra 9,5 horas dedicadas por eles.
Retrato das Mulheres Baianas
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A Superintendência
de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o
Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), divulgou na edição especial da Pesquisa de Emprego e Desemprego da
Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS) o retrato da situação da mulher
baiana no mercado de trabalho.
Pelo quinto ano consecutivo reduziu
o desemprego da população feminina, passando de 25,3%, em 2007, para 24,1%,
em 2008. Entretanto, no mesmo período, a redução da taxa de desemprego para a
população masculina foi mais intensa, chegando a 16,5% no último ano. Em
2008, a diferença entre as taxas de desemprego da população masculina e
feminina foi de 46%, sendo que em 2007 era pouco mais de 37%.
Em razão do crescimento mais
acentuado do nível de ocupação entre as mulheres, a sua participação no total
de ocupados resultou em ligeiro aumento, passando de 46,3%, em 2007, para
46,9%, em 2008.
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