Participação da Mulher no Mercado
Números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontam para um crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho nos últimos anos.
A sociedade tem presenciado essa inserção, porém a realidade não é tão favorável quanto parece. Apesar de serem maioria na população (em 2011 eram cerca de 53,7%), as brasileiras ainda são minoria no mercado de trabalho e ganham, em média, menos que os homens, segundo dados do IBGE. A discriminação à mulher não possui apenas um cunho econômico, mas também de ordem cultural e social.
Os dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) apontam para um maior crescimento da participação das mulheres nas atividades de administração pública, restaurantes, de atendimento hospitalar, limpeza em prédios e em domicílios (embora o trabalho doméstico esteja diminuindo, caiu de 16,7% para 14,5%, segundo dados do IBGE) e comércio varejista especializado em eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo.
Nível de Escolaridade
O aumento no nível de escolaridade tem contribuído para a maior participação da mulher no mercado de trabalho. Elas possuem média de 7,3 anos, enquanto que a dos homens é de apenas 6,1 anos, mas isto não é indicador de melhores salários, pois as mulheres, no geral, têm recebido menos que os homens (IBGE/2000).
O aumento de vagas de nível superior cresceu 1,32%; Já o percentual masculino foi negativo em 0,13%. Para as vagas de nível superior incompleto, a relação foi de 1,94% positivo para as mulheres contra 0,14 negativo para os homens.
Diferença Salarial
A diferença salarial ocorre mesmo tendo a mulher mais tempo de estudo. Quando os profissionais têm curso superior, os homens chegam a ganhar cerca R$ 1.653,70 a mais do que elas. O IBGE constatou que mulheres com 12 ou mais anos de estudo, em média, recebiam 58% do rendimento concedido aos homens. Em outras faixas de escolaridade, a diferença é de 61%.
Também de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a distribuição de renda melhorou, mas a desigualdade entre homens e mulheres ainda é muito significativa.
Os registros da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2011) mostram que o nível de emprego com carteira assinada para as mulheres cresceu 5,93%, em relação ao ano anterior.
Concentração Ocupacional
Sobre a distribuição por setor de atividade, fica nítida a segmentação ocupacional. As mulheres, especialmente as negras, estão mais concentradas no setor de serviços sociais (aproximadamente 34% da mão de obra feminina), e em grupos que abarcam serviços de cuidado em sentido amplo (educação, saúde, serviços sociais e domésticos), segundo dados do Ipea.
As mulheres ainda representam apenas 27% das chefias. Menos de 14% dos cargos de diretoria das 500 maiores empresas do Brasil são ocupadas pelo sexo feminino. Elas também demoram mais para serem promovidas. Além disso, ainda de acordo com o IBGE, a participação das mulheres chega a 45,1% nas microempresas, contra uma média de 31,8% nas médias e grandes.
Embora várias instituições públicas mostrem um número crescente de juízas, de ministras e de mulheres liderando, ainda há essa distância em termos de igualdade nos cargos de liderança. Nas grandes empresas a desigualdade é reveladora.
Outro setor onde tem havido aumento da participação da mulher é o de construção civil.
As mulheres ampliaram sua participação na população economicamente ativa, que passou de 44,4%, em 2003, para 46,1%, em 2011 (IBGE). No setor de serviços, a situação está melhor, mas na parte da indústria ainda são 49,7% das mulheres contra 66,7% de homens.




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